OAB-AM realiza primeira audiência pública para advocacia criminal

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O evento ocorreu de forma híbrida e contou com a participação de aproximadamente 250 advogados (as)

A Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Amazonas (OAB-AM) realizou a primeira audiência pública para advogados criminalistas e reuniu, de forma híbrida, aproximadamente 250 advogados e advogadas atuantes no estado. A assembleia ocorreu na tarde desta sexta-feira (11/02), no auditório Rubi, localizado na sede da instituição, bairro Adrianópolis, zona centro-sul.

Na ocasião, 31 advogados criminalistas conseguiram expor suas reclamações, críticas e sugestões para melhorar a atuação dos especialistas no Amazonas.

Dentre as solicitações mais recorrentes está a falta de padronização no atendimento aos advogados nas unidades prisionais na capital, a ausência de sigilo nas conversas com clientes encarcerados, as violações das prerrogativas e o desrespeito no atendimento do advogado criminal em delegacias, seja na capital ou no interior do estado e a morosidade no andamento de processos criminais.

De acordo com o presidente da OAB-AM, Jean Cleuter Mendonça, foram ouvidas diversas reivindicações da advocacia criminal, com o objetivo de melhorar o trabalho destes profissionais para que eles possam continuar defendendo o direito dos cidadãos.

“As prerrogativas são de toda uma sociedade e nós vamos lutar para que o direito constitucional de defesa seja mantido e o estado democrático de direito também. Nós vamos fazer uma ata desta reunião, vamos fazer a análise dos pleitos para conversamos e avançarmos nas pautas junto ao Judiciário, o poder Executivo e o Ministério Público”, garantiu.

Uma das primeiras advogadas a falar, Amanda Praia, que é presidente da Comissão de Direitos Humanos, afirmou que o princípio da isonomia não é respeitado nas delegacias e unidades penitenciárias na capital. “Muitas vezes nós somos submetidas a revistas vexatórias, não conseguimos entrar em delegacia para atender o nosso cliente, pois o portão da delegacia é aberto apenas por dentro e são muitas situações assim que desrespeitam a nossa atuação em defesa de nossos clientes”, disse.

Ao final da sessão, que durou mais de três horas, o presidente da OAB-AM garantiu que todas as reivindicações serão pautas da luta da Ordem em favor da advocacia criminalista e que toda a diretoria vai trabalhar pela classe dos advogados e advogadas.  

Mesa diretora

A mesa foi composta pelo presidente da OAB-AM, Jean Cleuter Mendonça, o presidente da Caixa de Assistência ao Advogado do Amazonas (CAAM), Neto Simonetti, a secretária-geral, Omara Gusmão, a procuradora geral de prerrogativa, Evanete Batista, o ouvidor-geral da OAB, Fernando Simões, a presidente da comissão do advogado no interior, Náiade Perrone, o procurador adjunto de prerrogativas, Cleilton Oliveira, o presidente da comissão OAB Jovem, Nil Ferreira, a presidente da comissão da advocacia criminal, Sandra Regina dos Santos, a presidente da comissão da mulher advogada, Marlene Parisotto, do presidente da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim), Wilson Benayon, e o presidente da comissão de direito e prerrogativas e valorização da advocacia, Alan Jhonny.

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