Radar da Advocacia: OAB Amazonas institui modelo permanente para fortalecer a resposta às demandas estruturais da advocacia

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Problemas que impactam o exercício da advocacia exigem respostas rápidas, coordenadas e capazes de produzir resultados concretos. Com esse objetivo, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Amazonas (OAB-AM) instituiu um modelo permanente de gestão das demandas estruturais da advocacia amazonense, aperfeiçoando a forma como identifica, analisa, prioriza e acompanha questões de interesse coletivo da classe.

A iniciativa busca conferir maior eficiência à atuação institucional da Seccional diante de situações que ultrapassam casos individuais e afetam o exercício profissional, o acesso à Justiça e a prestação jurisdicional.

O novo fluxo estabelece uma metodologia permanente para o tratamento dessas demandas, reunindo critérios técnicos de análise, definição de prioridades, elaboração de manifestações e acompanhamento das providências adotadas. A proposta também fortalece a atuação preventiva da OAB-AM, permitindo que problemas estruturais sejam enfrentados de forma organizada e estratégica antes mesmo de se agravarem.

Na prática, as demandas recebidas pela Presidência, Comissões, Procuradoria de Prerrogativas e demais órgãos da Ordem passam a integrar um procedimento institucional padronizado, que contempla análise técnica, avaliação do impacto coletivo, definição da estratégia de atuação e monitoramento das medidas adotadas até sua conclusão.

Para a presidente da OAB Amazonas, essa sistematização representa um avanço na governança institucional da entidade. “Ao organizar esse fluxo permanente, fortalecemos nossa capacidade de atuação institucional, garantindo que demandas relevantes recebam tratamento técnico, acompanhamento contínuo e respostas mais efetivas.”

O Radar da Advocacia é uma iniciativa da secretária-geral da OAB Amazonas, Omara Gusmão. Como coordenadora do projeto, ela acompanhará o recebimento, a análise técnica e o encaminhamento das demandas estruturais, promovendo a integração entre os órgãos da Seccional e o monitoramento das medidas adotadas.

Para Omara, o projeto representa um avanço na forma como a OAB Amazonas organiza sua atuação institucional em defesa da classe. “Nosso compromisso é garantir que questões que impactam o exercício profissional recebam tratamento técnico, sejam acompanhadas de forma permanente e resultem em respostas concretas. Mais do que reagir aos problemas, queremos fortalecer uma atuação preventiva, estratégica e cada vez mais próxima das necessidades da advocacia amazonense”, afirmou.

O primeiro caso acompanhado dentro dessa metodologia trata da paralisação da expedição de alvarás decorrentes de Requisições de Pequeno Valor (RPVs) pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), situação que vem impactando advogados e jurisdicionados. A partir do novo procedimento, a questão passa a ser tratada dentro de um fluxo estruturado, com análise técnica, definição das medidas institucionais cabíveis e acompanhamento permanente das providências adotadas.

Mais do que instituir um procedimento administrativo, a iniciativa consolida uma política permanente de atuação institucional da OAB Amazonas, baseada em planejamento, organização e monitoramento de resultados.

Com a implementação do modelo, a expectativa é ampliar a capacidade de resposta da Seccional às demandas coletivas da advocacia, promover maior integração entre seus órgãos internos e fortalecer o diálogo institucional com os demais atores do sistema de Justiça, contribuindo para soluções mais céleres e eficazes para questões que impactam o exercício profissional no Estado.

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